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  • um fiapo na minha lingua. Sem palavras.

    • 1 week ago
  • meus olhos ardem de sono ainda assim. não quero dormir. não ainda

    espero débil o sol me dizer que mais um dia vai ser como os outros e lutei contra o sono, contra o passado. Mas ambos me invadiram contra minha vontade. Meu lábio cheio de amargura, angústia e rancor. Todo o trabalho de um dia se destrói assim, em segundos, mas eu espero, fecho as janelas até desabar, quem sabe meus sonhos eróticos esvaziem um pouco desse copo, limpem um pouco desse gosto. Tudo é tão trivial. As vezes odeio meus desejos. As vezes desejo a amnésia.

    • 1 month ago
  • um gole de aquavit

    vento do norte

    e o fogo queima dentro de mim

    • 1 month ago
  • as vezes só as vezes eu queria. me perder numa quartafeira. andar pela paulista e descer pela augusta, parando de bar em bar. fazendo e perdendo amigos, gastando dinheiro e pedindo cigarros, até me perder no centro

    • 2 months ago
  • dyn’ name muz yk fergesen. du bist nykt mer. yk imer layd’n sofort.

    Der Hyml yz wayt wayt weq

    • 2 months ago
  • »Ich finde es unanständig, vorsichtig zu leben, ich kann’s nicht«, schrieb Emmy Ball-Hennings.

    • 2 months ago
  • fagulha

    Cada instante do presente oculta o passado. Para sempre. Cada segundo é uma palavra esquecida e a sensação de haver perdido algo que não se sabe o que é. A vida se estrutura em contemplações de tédio; em perplexidade frente ao vazio dela mesma. Não há afetos que perdurem, narrativas que se sustentem e as ruínas, sem nome ou memórias de si, passam a ser só destroços.

    • 2 months ago
  • o casal Rosemberg amordaçado

    os lenços ensopados de barbitúricos

    o soro da verdade

    e o som tedioso e rítmico

    do polígrafo

    • 3 months ago
  • e essas obsessões todas. Que durante a noite criam vida para tentar me engolir. Dentro de seus mecanismos repetitivos de fetiche. Engrenagens de ossos, carne e tendões. Imagens desgastadas, ruminadas. Essa hora do lobo das madrugadas e seu refrão. Estende a mão busca um remédio, ou dois, um trago, ou mil. Essas vozes repetindo o fracasso, desejando o exílio onde quer que ele esteja, odiando o presente e o reflexo no espelho. O tempo estático da noite de inverno. As palavras de sempre repetindo o chavão, o mantra do desespero, ondas de marola do inferno, refém do próprio pensamento circular, estático, solipsista. E nunca termina…

    • 3 months ago
  • Ich

    Ich glaub’ das zu träumen

    die Mauer

    Im Rücken war kalt

    Die Schüsse reissen die Luft

    Doch wir küssen

    Als ob nichts geschieht

    Und die Scham fiel auf ihre Seite

    Oh, wir können sie schlagen

    Für alle Zeiten

    Dann sind wir Helden

    Nur diesen Tag

    Dann sind wir Helden

    Dann sind wir Helden

    Dann sind wir Helden

    Nur diesen Tag

    Dann sind wir Helden

    • 3 months ago
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